Por Conta Própria · Arquivo

Todas as newsletters, desde o primeiro episódio

Uma história contada por capítulos: trabalho, dinheiro e o que fui aprendendo pelo caminho. Começa onde quiseres.

Estas newsletters são histórias e reflexões pessoais, com fim exclusivamente educativo, e não constituem publicidade a crédito, aconselhamento financeiro nem recomendação de investimento. Cada situação é diferente: antes de decidir sobre crédito, investimento ou uma mudança profissional, procura aconselhamento adaptado ao teu caso.

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Episódio 15 · 19 de outubro de 2026

O terreno já era meu quando descobri isto

Olá,

Quando comprei o terreno, não estava a pensar em ter um inquilino.

Queria construir a minha casa. Só isso.

Na semana passada contei-te como fazia a conta ao contrário antes de comprar casas para remodelar e vender. Desta vez, o ponto de partida era outro: uma casa para mim.

Comprei o terreno a pronto. Para a construção, pedi um crédito.

Só depois de comprar descobri que podia construir ali três fogos.

O terreno era o mesmo. Mas o plano já não tinha de ser.

Foi aí que comecei a pensar em rentabilizar. Além da minha casa, o que podia fazer ali?

Construí para cima. A minha casa ocupa o rés-do-chão e o primeiro andar. No piso de cima, fiz uma habitação independente, em propriedade horizontal.

Mas construir o apartamento e decidir arrendá-lo foram duas decisões diferentes.

A segunda custou-me mais.

Eu tinha idealizado uma moradia isolada. E agora ia ter alguém a morar por cima de mim. Tinha receio do barulho. Tinha receio de ter estranhos a viver em cima da minha casa.

Por isso não o arrendei logo. Foi uma escolha minha. Até que surgiu a oportunidade de o arrendar a uma pessoa conhecida. Já não era um estranho.

Hoje está arrendado.

E houve outra consequência de construir para cima: ficou terreno livre junto ao rés-do-chão. Foi aí que fiz a piscina com que sonhava em criança.

Comecei por querer uma casa. Acabei com a minha casa, uma habitação arrendada e espaço para aquele sonho.

A pergunta deixou de ser apenas «quanto é que isto me custa?». Passou a incluir outra: «o que é que isto pode gerar, além do que estou a pensar agora?».

Eu descobri essa possibilidade depois de comprar. Antes de comprares um terreno ou uma casa, confirma o que a câmara permite construir ali.

Pensa nisto: que possibilidade podes estar a deixar de fora quando fazes planos para a tua vida?

Se estás a pensar comprar ou construir e não sabes se o banco te financia, responde a este e-mail. Coordeno várias lojas da DS Intermediários de Crédito que te podem ajudar a perceber a tua viabilidade bancária. O nosso serviço de intermediação de crédito é gratuito para ti e sem compromisso.

Na próxima semana abro-te o negócio do apartamento em planta, incluindo a parte que não cabe num vídeo.

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Um beijinho,

Sílvia 🩷

P.S. Foi para ensinar esta pergunta à minha filha que escrevi o «Mãe Rica, Mãe Pobre». O primeiro capítulo é grátis: 👉 ler o capítulo grátis Se quiseres o livro completo, está aqui: 👉 «Mãe Rica, Mãe Pobre»

Informação legal: A «DS Intermediários de Crédito» é uma marca titulada pela Decisões e Soluções - Intermediários de Crédito, Lda., Intermediário de Crédito Vinculado, com o registo n.º 0000926 no Banco de Portugal, autorizado para a prestação de serviços de intermediação de crédito (apresentação ou proposta de contratos de crédito a consumidores; assistência a consumidores, mediante a realização de atos preparatórios ou de outros trabalhos de gestão pré-contratual relativamente a contratos de crédito que não tenham sido por si apresentados ou propostos) e de serviços de consultoria. Contratos de crédito abrangidos: crédito à habitação e crédito aos consumidores. Mutuantes com quem mantém contrato de vinculação: Banco Santander Totta, S.A.; Banco BPI, S.A.; Novo Banco, S.A.; BNP Paribas Personal Finance, S.A. - Sucursal em Portugal; Montepio Crédito - Instituição Financeira de Crédito, S.A.; Bankinter, S.A. - Sucursal em Portugal; Caixa Geral de Depósitos, S.A. Informação verificável em www.bportugal.pt/intermediariocreditofar/decisoes-e-solucoes-intermediarios-de-credito-lda. Cada loja DS Intermediários de Crédito é gerida por uma entidade própria, com registo próprio no Banco de Portugal.

Nota: esta é a minha história pessoal, não uma recomendação de investimento. O que se pode construir num terreno depende do que a câmara municipal permite: confirma-o antes de comprar. Um crédito para construir depende sempre da análise do banco, e arrendar uma casa tem obrigações fiscais e legais. Antes de avançar, procura informação adaptada à tua situação.

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Episódio 14 · 12 de outubro de 2026

Foi aqui que ganhei mesmo dinheiro

Olá,

Na semana passada contei-te a história da loja do papel na porta. Mas se me perguntares onde é que consegui juntar dinheiro a sério, a resposta é outra.

Durante vários anos comprei e vendi imóveis com um único objetivo: nunca ficar com eles. Procurava casas que precisavam de obras, por isso mesmo mais baratas do que o mercado. Remodelava-as e vendia-as.

Tinha um método simples. Fazia sempre a conta ao contrário. Primeiro, quanto vale a casa já remodelada. Depois tirava tudo o que custa pelo caminho: o valor de compra, a obra, os impostos e custos da compra (IMT, imposto do selo, escritura e registo), a comissão da venda e o imposto sobre as mais-valias. O que sobrava é que me dizia se valia a pena.

Se a margem ficasse abaixo dos 15.000 €, por norma não avançava. Não porque 15.000 € seja pouco dinheiro, mas porque abaixo disso o risco e o trabalho de gerir uma obra deixavam de compensar.

Não era nada passivo. Foram noites a acompanhar obras e discussões com empreiteiros. Mas foi aqui que percebi a diferença entre ter dinheiro parado e ter dinheiro a trabalhar.

E deixo-te o que ninguém mostra nos vídeos: os imprevistos da obra acontecem sempre, por isso deixava uma folga. E nas mais-valias, cada caso é um caso: fala com o teu contabilista antes de comprar, não depois de vender.

Pensa nisto: o teu dinheiro está parado ou está a trabalhar para ti?

Foi para ensinar este tipo de raciocínio à minha filha que escrevi o «Mãe Rica, Mãe Pobre». Se quiseres começar por aí, está aqui: 👉 maericamaepobre.silviapereira.pt

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Sílvia 🩷

Nota: esta é a minha história pessoal, não uma recomendação de investimento. Comprar, remodelar e vender imóveis tem riscos (obras que derrapam, vendas que demoram, preços que descem) e os 15.000 € eram o meu critério, não um ganho garantido. Os impostos e custos variam de caso para caso: antes de avançar, procura informação adaptada à tua situação.

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Episódio 13 · 5 de outubro de 2026

Devo-te uma explicação sobre aquele Reel

Olá,

Em agosto publiquei um Reel sobre imobiliário e alavancagem. Disse lá que comprar várias casas não exige, necessariamente, ter muito dinheiro. Esse vídeo já passou as 150 mil visualizações. Muitas pessoas chegaram até aqui por causa dele, e muitas perguntaram a mesma coisa: «mas como é que isso se faz, na prática?»

Prometi contar a história real. E ainda não o fiz como deve ser. É o que vou fazer nas próximas semanas, um episódio de cada vez, com os números, os erros e o que faria diferente.

Em setembro contei-te a manhã do papel colado à porta da minha loja: o prédio ia a leilão e eu tive de decidir com medo e sem certezas. Mas nessa altura ficou de fora a parte que interessa a quem chegou aqui pelo Reel: os números.

Não tinha o dinheiro todo. Tinha medo. Comprei a loja por cerca de 50.000 €, com um crédito bancário pequeno, e paguei-o por completo antes de pensar no passo seguinte. Essa mesma loja vale hoje mais de 200.000 €.

E a parte que nunca contei: quando precisei de um espaço maior, não vendi a primeira loja. Arrendei-a. É essa renda, todos os meses, que paga o leasing do espaço maior que comprei depois, na mesma rua.

Foi aqui que percebi a ideia que está por trás do Reel: um imóvel não tem sempre a mesma função. Hoje é o teu local de trabalho. Amanhã pode ser o que paga o próximo.

Pensa nisto: há alguma coisa que já tens e que só estás a ver pela função que tem hoje?

Na próxima semana conto-te onde é que eu ganhei mesmo dinheiro com imóveis. E não foi nesta loja.

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Nota: esta é a minha história pessoal, não uma recomendação de investimento. Comprar imóveis com crédito tem riscos (juros que sobem, rendas que falham, valores que descem) e o que aconteceu comigo não garante o mesmo resultado a ninguém. Antes de recorrer a crédito, procura informação adaptada ao teu caso.

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Episódio 12 · 28 de setembro de 2026

Comecei um projeto com a minha filha que não correu como planeei…

Olá, como estás hoje?

No final do ano passado comecei a criar conteúdos para as redes sociais com a minha filha Daniela, sobre literacia financeira.

A inspiração veio do livro Pai Rico, Pai Pobre que já tinha mudado a forma como eu própria pensava sobre ativos, passivos e investimento. Queria trazer esses temas para uma conversa entre mãe e filha, contados através da minha experiência e da minha forma de ver as coisas.

Gravámos o primeiro vídeo sobre um iPhone que a Daniela queria e pegámos numa situação normal de qualquer casa, um pedido, uma negociação, para falar sobre dinheiro e escolhas.

Depois desse vídeo ter sido um sucesso, vieram mais vídeos, e começaram a correr muito bem, alguns deles com muitas visualizações e muitos comentários de pessoas de toda a parte do país (e não só!). Percebi que as pessoas se identificavam com aquela forma simples e prática de falar de dinheiro.

Só que a Daniela, como qualquer adolescente (mães de adolescentes vão entender-me!), depressa deixou de ter vontade de continuar a gravar comigo. Parou, e eu respeitei.

Só que eu não parei de ter ideias e continuava a pensar em situações, em coisas que queria mesmo dizer sobre dinheiro. Foi aí que percebi que tinha muito mais para partilhar do que cabia em vídeos de poucos minutos.

Houve uma noite que pensei em juntar tudo o que tinha aprendido ao longo dos anos sobre dinheiro, investimento, património e liberdade financeira, transformar isso num livro, e assim nasceu o Mãe Rica, Mãe Pobre.

Sei que há quem tenha comparado este livro a outro, mais conhecido, sobre o mesmo tema. E têm razão, foi mesmo uma inspiração inicial! Mas o que está dentro destas páginas é a minha experiência, o que vivi e aprendi, e aquilo que quero mesmo transmitir sobre dinheiro. Não tenho problema nenhum em dizer onde é que isto começou.

O livro Mãe Rica, Mãe Pobre nasceu da vontade de ensinar à minha filha aquilo que eu gostava que me tivessem ensinado sobre dinheiro quando tinha a idade dela.

Clica aqui para conhecer o livro →

E se o que sentes vai além da curiosidade sobre dinheiro, se sentes vontade de construir um rendimento próprio e criar algo teu, entra na minha comunidade. Foi essa mesma vontade que me levou, anos antes deste livro, a sair de um trabalho estável e a construir o que tenho hoje e posso ajudar-te a dar os primeiros passos.

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Um beijinho,

Sílvia 🩷

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Episódio 11 · 21 de setembro de 2026

Quanto dinheiro achas que precisas para mudar de vida?

Olá,

Uma das ideias que mais impede as pessoas de começar algo próprio é achar que é preciso ter dinheiro guardado antes de dar o primeiro passo.

Às vezes é verdade, outras vezes não é.

Na área onde trabalho hoje, coordenando equipas na DS Intermediários de Crédito, e sei que existem dois caminhos completamente diferentes para quem quer construir um rendimento que não dependa de um ordenado fixo.

Um desses caminhos exige ter capital e quem tem essa capacidade pode abrir a própria loja, com o apoio de uma marca já presente por todo o país.

O outro caminho não exige capital nenhum para começar: quem não tem esse dinheiro, mas tem vontade e disciplina, pode tornar-se Gestor ou Gestora de Crédito numa loja já existente, com o rendimento a depender do que produz e não de um número fixo ao fim do mês.

Não precisas de ser desta área para o fazeres. O que defendo, seja qual for o negócio, é que tens de escolher algo de que gostes, mas sempre num sítio onde quanto mais produzires, mais ganhas!

Se sentes que estás pronto para tomar uma decisão, escolhe o que fizer mais sentido para ti:

👉 Quero abrir a minha loja

👉 Quero ser Gestor de Crédito

Um beijinho,

Sílvia 🩷

Nota: o rendimento de um Gestor de Crédito é variável e depende da atividade de cada um. Não há valores garantidos, e os primeiros meses costumam levar tempo até haver resultados.

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Episódio 10 · 14 de setembro de 2026

Achas que quem constrói algo próprio nunca bateu no fundo?

Olá, como estás hoje?

Há uns dias, uma pessoa comentou uma publicação minha a dizer que eu dava a entender que o meu trajeto tinha sido muito fácil, como se tivesse ido de um trabalho estável para o sítio onde estou hoje. Fiquei a matutar nisto, porque não podia estar mais longe da verdade.

Por isso, vou contar-te aqui hoje a parte que normalmente não conto.

Houve uma altura em que o meu negócio corria bem, mas a minha vida pessoal desmoronou-se quase toda de uma vez. Passei por uma separação, com a minha filha ainda pequena. E, praticamente na mesma altura, a equipa desfez-se quase por completo: um consultor saiu para abrir a própria loja, outro emigrou, a minha sócia seguiu para outro projeto, e de um dia para o outro fiquei praticamente sozinha a gerir tudo.

Vi-me obrigada a viver, por um tempo, no sótão dos meus pais, com a minha filha. Não foi um momento bonito e não vou fingir que foi. Não tinha resposta para nada, nem financeira nem emocionalmente. Havia noites em que nem conseguia pensar no dia seguinte, quanto mais nos próximos 5 anos.

Pensei em fechar o meu negócio, em voltar atrás e procurar outra vez um trabalho por conta de outrem, mas não o fiz. Em vez disso, eu continuei e investi toda a minha energia para dar a volta por cima.

Retiro dessa fase que bater no fundo não é o fim de nada. É só o sítio onde se toca antes de se voltar a subir!

Se isto te soa familiar, é exatamente para isto que a comunidade que eu criei existe. E por isso fico à tua espera lá, porque sei que estar perto e a acompanhar quem já passou por estas situações te vai ajudar a ser melhor todos os dias!

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Um beijinho,

Sílvia 🩷

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Episódio 9 · 8 de setembro de 2026

Acreditas que precisas de saber todos os cenários para tomar boas decisões?

Olá,

Hoje quero falar contigo sobre um tema que me cria uma certa irritação sempre que o ouço. Para te dar contexto, há uns dias estava a ter uma conversa entre amigos em que uma pessoa estava a partilhar que precisava de tomar uma decisão sobre uma escolha que tem de fazer até ao final do mês, e das primeiras coisas que lhe disseram foi para pensar com calma, sem pressa. E eu comecei a ficar um bocado inquieta porque não concordo a 100%. Eu concordo que precisamos de ser prudentes, mas não concordo que precisamos de pensar em todos os cenários nem tomar uma decisão “sem pressa”, principalmente quando já sabemos o que queremos ou quando as circunstâncias nos obrigam.

É tudo muito lindo na teoria, mas a vida real nem sempre nos dá esse luxo. Às vezes a decisão aparece de repente, sem tempo para pensar em nada, e é preciso decidir mesmo assim, com medo e sem certeza alguma.

Foi o que me aconteceu numa manhã, há uns anos.

Cheguei à minha loja como fazia todos os dias, abri a persiana, liguei as luzes, e só depois reparei que havia um papel colado à porta: o prédio onde eu pagava renda para estar ia a leilão. O senhorio estava insolvente e a loja onde eu tinha construído tudo, podia deixar de ser minha, por uma decisão que não tinha nada a ver comigo.

Nessa noite mal dormi. Cheguei a pensar seriamente em recomeçar do zero noutro sítio!

No dia seguinte liguei a um amigo advogado, completamente desesperada, e foi ele que me disse a frase que mudou a minha perspetiva: por ser inquilina daquele espaço há anos, a lei dava-me a mim, antes de qualquer outra pessoa, o direito de preferência para decidir se queria comprar o espaço.

No entanto, havia um problema: eu não tinha dinheiro para pagar a pronto. E para além disso, não tinha a certeza de estar a fazer a coisa certa. A única coisa que eu tinha era o medo de perder tudo caso não fizesse nada. Apesar do meu medo e de toda a incerteza que tinha, decidi avançar com um crédito bancário pequeno, e paguei-o rápido.

Hoje aquela loja vale bastante mais do que paguei por ela na altura, e retirei dessa situação que o medo tem o poder de decidir por nós mais depressa do que qualquer plano perfeito que seja estruturado na nossa cabeça.

Pensa nisto: há alguma decisão que andas a adiar à espera de sentires menos medo? Talvez o medo nunca desapareça, e a decisão tenha de ser tomada apesar dele.

Se calhar também tens alguém à tua volta a dizer-te para "pensares com calma". Na comunidade falamos destas decisões sem ter de existir esse filtro, com a pressa e o medo incluídos. Por isso, entra na Comunidade Por Conta Própria se quiseres acompanhar.

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Um beijinho,

Sílvia 🩷

Nota: esta é a minha história pessoal. Decidir depressa não dispensa conhecer bem as condições de um crédito antes de o assinar.

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Episódio 8 · 1 de setembro de 2026

O que é que andas a adiar sem saber bem porquê?

Olá,

Há uns meses reparei que uma parte das pessoas da minha equipa estavam a fazer cada vez menos contactos. Fui tentar perceber o porquê e ao fim de algumas conversas, percebi que adiaram contactos porque tinham medo de ser rejeitados.

E na verdade, é um medo comum que acontece a quase todos os que começam numa atividade comercial. Escolhem melhor a quem ligam, deixam os contactos mais difíceis para o fim, arranjam razões para adiar mais um dia.

Inicialmente o que eu fazia era dizer-lhes que não levassem a peito, que faz parte, que é normal. Mas não servia de nada porque ninguém perde um medo por lhe dizerem que não devia ter medo.

Então lancei-lhes um desafio. Pedi-lhes que fossem colecionar cinco nãos, cada pessoa que lhes dissesse que “não” valia um ponto, e ganhava quem chegasse aos cinco primeiros.

Se o que procuras é o não, deixas de fugir dele, e foi o que aconteceu. No fim daquela semana tinham falado com muitas mais pessoas do que costumavam, e apareceram alguns “sim” pelo meio, que nem sequer eram o objetivo.

Conto-te isto porque é assim que eu entendo o meu trabalho. Eu não faço as vendas por elas, nem conseguiria, são muitas pessoas e muitas lojas. O que faço é reparar onde é que cada uma está presa e arranjar formas de a tirar desse ciclo.

E isto não acontece só na área comercial. Todos temos qualquer coisa que evitamos, e quase sempre nem lhe chamamos medo. Chamamos-lhe falta de tempo, ou dizemos que ainda não é a altura certa. É a conversa difícil que vamos empurrando, a mudança que fica para o próximo ano, a ideia que nunca chega a sair da cabeça.

O que aprendi com este desafio foi que a solução não passa por deixar de ter medo. Passa por olhar para o problema de outra maneira.

E é assim que eu entendo o meu trabalho. Os resultados são sempre delas. A minha parte é ajudá-las a encontrar outra forma de olhar para o que têm à frente, e a não desistir logo à primeira.

Pensa nisto: há alguma coisa que andas a adiar que talvez seja um medo? Se te desses cinco tentativas em vez de uma, continuava a parecer-te tão difícil?

Falo muito destes bastidores na comunidade, do que faço com as equipas e do que resulta ou não. Entra na Comunidade Por Conta Própria se quiseres acompanhar.

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Volto na próxima semana, um beijinho,

Sílvia 🩷

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Episódio 7 · 26 de agosto de 2026

O teu salário protege-te ou limita-te?

Olá,

Estamos quase a fechar o mês, que é sempre a altura em que me sento com as lojas a olhar para os números. Faço isto há anos e continua a ser das partes de que mais gosto no meu trabalho.

E é também nestes dias que me lembro de como olhava para o dinheiro antes.

Quando era trabalhadora por conta de outrem, havia meses em que eu trabalhava até tarde e meses em que saía a horas todos os dias. O valor que recebia na conta era rigorosamente o mesmo. Nunca me questionei sobre isso, porque era assim que todos à minha volta viviam.

Só muito mais tarde percebi o que aquilo significava. O meu salário estava decidido em janeiro. Fizesse eu o que fizesse durante o ano, aquele número não ia mexer.

Não te vou dizer que hoje é tudo melhor, porque não é. Há meses bons e meses menos bons. Aprendi a olhar para o ano inteiro em vez de olhar para o mês, e houve alturas em que isso me tirou o sono.

Mas quando decido trabalhar mais numa altura do ano ou quando ajudo uma loja a crescer, isso reflete-se nos números.

Pensa nisto: se este ano trabalhasses o dobro do que trabalhas, o teu rendimento acompanhava ou ficava exatamente igual?

Falar de dinheiro assim, sem rodeios, é das coisas que mais faço na comunidade. Entra na Comunidade Por Conta Própria se quiseres acompanhar.

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Episódio 6 · 18 de agosto de 2026

Uso inteligência artificial todos os dias

Olá,

Voltei ao trabalho e a primeira semana depois das férias é sempre um pouco caótica, com muita coisa que aguarda resposta.

Uma das coisas que mais me ajuda nestas alturas é a inteligência artificial. Uso-a para organizar a minha semana e a das lojas que acompanho, e para chegar às reuniões com tudo preparado.

Sei que há muitas pessoas com receio destas ferramentas. Vejo publicações quase todos os dias sobre as profissões que vão desaparecer, e os comentários cheios de pessoas preocupadas com o que vai ser delas.

Eu não tenho medo disso, o que sinto é o contrário. Tiram-me de cima o trabalho que me levava horas e sobra-me espaço para aquilo que ninguém faz por mim, que é pensar, decidir e acompanhar as pessoas que trabalham comigo.

Vejo dois grupos de pessoas à minha volta:

👉 As que estão a aprender a trabalhar com estas ferramentas, mesmo sem perceberem grande coisa delas ainda.

👉 E as que preferem ignorá-las à espera que a novidade passe.

Sempre foi assim com cada mudança grande. Quem se ajusta cedo fica à frente, quem espera para ver, acaba por ter de correr atrás.

E há uma parte disto que me deixa até otimista. Quando todos tiverem acesso às mesmas ferramentas, o que volta a fazer diferença é a pessoa, a forma como pensa, como decide, como trata quem tem à frente.

Pensa nisto: se o teu trabalho mudasse bastante nos próximos dois anos, tinhas como reagir ou ficavas à espera que alguém decidisse por ti?

Tenho curiosidade em saber de que lado estás nesta conversa. Na comunidade costumo lançar estas perguntas e ver o que as pessoas respondem. Entra na Comunidade Por Conta Própria se quiseres acompanhar.

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Episódio 5 · 11 de agosto de 2026

Estou de férias e vou ser honesta contigo

Olá,

Estou de férias e tenho o dia inteiro sem nada marcado, o que por si só já é uma novidade.

Estava aqui a olhar para o dia e lembrei-me que há uns anos eu simplesmente não conseguia tirar férias.

Não foi por sacrifício nem por drama. Foi porque estava a construir uma coisa do zero e parecia-me que, se eu parasse, tudo parava comigo. Via as pessoas à minha volta a fazer malas em agosto e eu ficava, a tratar do que havia para tratar. Não me lembro de ter sofrido com isso na altura. Acreditava que aquilo era o preço de uma fase, e era mesmo.

Por isso, quando hoje me vejo assim, com dias inteiros sem reuniões, sinto-me privilegiada. Não é uma palavra que use por acaso. Custou a chegar aqui, e ainda dou por mim a estranhar quando ninguém precisa de mim durante um dia inteiro.

Agora, sejamos honestas. Eu não desligo por completo, e acho que nunca vou desligar.

Continuo a abrir o email para confirmar se está tudo bem. Se me lembro de uma ideia enquanto estou a almoçar, aponto para não me esquecer de implementar quando regressar.

Já tentei fingir que era capaz de ficar duas semanas sem pensar em nada disto e não resulta comigo. Sou uma pessoa que gosta de estar a par, que gosta de ter coisas novas para fazer. Faz parte de quem eu sou!

A diferença é que antes ficava porque tinha de ficar. Hoje pego no telemóvel porque me apetece, e pouso-o quando me apetece.

Pensa nisto: se olhares para os últimos cinco anos, o teu descanso melhorou ou continua exatamente igual? Se continua igual, se calhar não é de férias que precisas.

Nestes dias vou partilhando na comunidade alguns momentos destas férias e o que me vai passando pela cabeça enquanto estou parada. Entra na Comunidade Por Conta Própria se quiseres acompanhar.

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Vou aproveitar o resto do dia. Volto na próxima semana, um beijinho,

Sílvia 🩷

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Episódio 4 · 3 de agosto de 2026

Contas os dias para as férias?

Olá,

Estamos na altura do ano em que quase todos desaceleram, e por isso queria falar-te de uma coisa em que penso sempre nesta época.

Há uns anos, quando ainda era contabilista, eu contava os dias para as férias. Não por gostar muito de viajar, mas porque eram os únicos dias em que não tinha de pensar no trabalho. As férias eram, acima de tudo, uma fuga. Um intervalo no meio de uma coisa de que eu queria estar longe.

Hoje a minha relação com o descanso é diferente, e demorei a perceber o que tinha mudado. Continuo a adorar parar, a estar com a minha família, a desligar. Mas já não conto os dias para fugir de nada. Descanso porque preciso, e não porque estou a contar os minutos para escapar da próxima segunda-feira.

Reparei que esta é uma das formas mais honestas de perceber se estamos no sítio certo. Não é olhar para o salário nem para o cargo. É olhar para o que sentimos no domingo à noite. Há quem sinta um peso de ter de voltar para uma coisa que o esgota. E há quem desligue nas férias e, a certa altura, dê por si com vontade de voltar porque gosta realmente do que faz.

Não digo isto para te fazer sentir mal se estás no primeiro grupo. Digo-o porque achava que o que sentia no domingo era normal, que era assim para todos. E não é verdade. É possível ter uma relação com o trabalho em que o descanso é descanso, e não fuga.

Foi essa diferença, mais do que o dinheiro, que mais mudou na minha vida quando decidi construir algo meu. As férias continuam a saber bem, claro que sim. Só que agora o resto do ano também.

Pensa nisto: no próximo domingo à noite, repara no que sentes em relação à segunda-feira. Se a esperas com vontade, ou se a esperas com um nó no estômago, isso diz-te mais do que o ordenado que recebes ao fim do mês.

Esta semana vou falar sobre isto na minha comunidade no Whatsapp. Entra na Comunidade Por Conta Própria se quiseres acompanhar.

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Volto na próxima semana, um beijinho,

Sílvia 🩷

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Episódio 3 · 26 de julho de 2026

O que herdaste dos teus avós sem dar por isso?

Olá,

Este domingo é Dia dos Avós, e isso pôs-me a pensar em coisas que eu costumava ouvir na minha infância.

Lembro-me de ouvir, lá em casa, frases como "o dinheiro não nasce nas árvores", "isso é para os ricos", "mais vale pouco e certo do que o duvidoso". Ninguém me ensinou nada sobre dinheiro, mas eu aprendi na mesma, só de ouvir e de observar o ambiente à minha volta. Todos nós adquirimos crenças que são construídas na nossa infância, e eu levei essas frases comigo durante anos sem nunca as questionar.

A maior parte do que pensamos sobre dinheiro foi-nos passado, de avó para mãe, de mãe para filho, como se costumava passar as receitas de família. E o mais curioso é que costumamos repetir essas ideias com a mesma certeza com que as ouvimos, mesmo quando não fazem sentido para a atualidade em que vivemos.

E com isto não quero atribuir culpa às nossas famílias. Tenho a certeza de que os nossos avós fizeram o melhor que sabiam com o que tinham, e muito do que nos ensinaram protegeu-nos. Assim como também consigo reconhecer que muitos dos ditados populares que todos ouvimos surgiram do medo e do desconhecido. O que aprendi, já adulta, é que herdar uma crença não nos obriga a ficar com ela.

Pensa nisto: qual foi a frase sobre dinheiro que mais ouviste em casa quando eras pequeno? E será que ainda acreditas nela, ou só nunca paraste para a questionar?

Foi a pensar nisto que escrevi o meu livro, "Mãe Rica, Mãe Pobre". É sobre as crenças que passam de geração em geração, sobre as mães que querem o melhor para as filhas mas, sem querer, transmitem-lhes os mesmos medos, e explico como quebrar esse ciclo.

Quero conhecer o livro →

Tem um bom Dia dos Avós, e dá um abraço a quem te passou as boas heranças. Volto na próxima semana, um beijinho,

Sílvia 🩷

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Episódio 2 · 20 de julho de 2026

E se o pior cenário for mais pequeno do que pensas?

Bom dia,

Esta semana, um novo diretor de loja fez-me uma pergunta que quero partilhar contigo porque se aplica a muitas esferas da nossa vida, para além da profissional.

Ele abriu a loja há poucas semanas, está entusiasmado, mas confessou-me que tem medo. E perguntou-me: "como é que sei que não me vou arrepender de ter arriscado?"

Respondi-lhe o que te vou dizer a ti. Não sabemos, ninguém sabe. Eu pessoalmente prefiro alterar o sentido da pergunta: O que é que precisa de acontecer para te arrependeres de teres arriscado?

É um exercício mental que te convido a fazer porque quando paramos para responder à pergunta, o medo começa a ganhar um aspeto mais tangível, e o que é tangível pode ser contornado.

Então vamos a exemplos. Qual é o pior que pode acontecer?

👉 Investes tempo e dinheiro e a coisa não arranca como esperavas.

Então podes antecipar-te e pedir ajuda a quem já passou por onde estás agora.

👉 Precisas de mudar e ajustar várias vezes.

É normal, não vais acertar tudo à primeira.

👉 Não resulta de todo e és obrigado a desistir.

Tens de voltar atrás.

Repara bem nesta última parte porque é a mais importante. O pior cenário, o verdadeiro fundo do poço, é voltares ao sítio exato onde estás hoje. E esse sítio é assim tão mau? Se calhar não, mas também não é melhor. É igual. É ficares onde já estás, com a diferença de saberes que tentaste.

Agora olha para o outro lado da decisão. Se correr bem, vais muito mais além do que aquilo que hoje achas possível. Reparamos sempre no que podemos perder e quase nunca no que podemos ganhar. E quando paramos para medir os dois, o que está em risco é parecido com o que já temos, enquanto o que se pode ganhar é incomparavelmente maior.

Foi aqui que ele me disse qual era, no fundo, o seu maior medo: ter de descobrir tudo sozinho, do zero, sem saber por onde começar. E essa é a parte de que tenho mais certezas, porque lido com ela todos os dias.

Quando alguém abre uma loja connosco, não começa do zero. A DSIC funciona um pouco à semelhança de um franchising: o modelo já existe, já foi testado em dezenas de lojas pelo país, e está delineado ao pormenor, desde a forma de organizar a loja até ao acompanhamento de quem entra. Então ninguém começa verdadeiramente do zero, começa num sistema que já funciona e adapta-se à realidade de cada um, com a coordenação ao lado em cada passo. O medo de começar do zero deixa de fazer sentido quando o zero já não existe.

Por isto te digo que esta pergunta serve para muito mais do que abrir uma loja. Aquela mudança que andas a adiar, seja ela qual for, merece este exercício mental. Quando trocas "e se correr mal?" por "o que é que precisa mesmo de acontecer para correr mal?", percebes que o pior costuma ser suportável, e que o melhor vale o risco.

Pensa nisto: da próxima vez que adiares uma decisão por receio, escreve numa folha tudo o que teria mesmo de acontecer para te arrependeres. Lê a lista até ao fim, e tendo em conta essa informação volta à pergunta inicial.

Esta semana vou falar melhor sobre estratégias que utilizo para contornar o medo, que uso em mim e nas minhas equipas, entra na Comunidade Por Conta Própria se quiseres acompanhar as partilhas que vou fazer.

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Fico contente por te ter deste lado! Volto na próxima semana, um beijinho,

Sílvia 🩷

Nota: abrir um negócio implica investimento e o risco de perder parte ou a totalidade do que lá puseres. Este texto é uma reflexão pessoal e não substitui uma análise ao teu caso.

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Episódio 1 · 13 de julho de 2026

É a Sílvia. Tenho uma coisa para te contar.

Bom dia,

Estou a enviar-te este email hoje de manhã, antes de o dia começar, porque era a única altura em que conseguia parar para pensar no que te queria dizer.

Hoje dou início à minha primeira newsletter, “Por Conta Própria” porque é o que tu e eu fazemos, somos pessoas que trabalham por conta própria, que decidem o que fazem e quais são os seus objetivos. E tem também que ver com dinheiro, que é a parte que poucas pessoas falam. Para mim não existe uma sem a outra, e é à volta delas que vou falar contigo semanalmente.

Mas antes de começarmos, deixa-me recuar um bocadinho e contar-te um pouco da minha história.

Durante 14 anos fui contabilista, tinha um emprego estável, sabia exatamente quanto ia receber ao final de cada mês, e por fora estava tudo bem, afinal tinha a vida “estável” que todos me diziam ser importante. Por dentro, não me sentia realizada, e andava constantemente a pensar nessa sensação, até ao dia em que o desconforto se tornou tão grande que decidi desistir. Comecei a procurar novas oportunidades em áreas diferentes que me permitissem trabalhar com algo que eu realmente gostasse. Até que decidi arriscar e construir algo meu na intermediação de crédito, e tornei-me diretora de uma loja. Hoje sou coordenadora da Coordenação Sul 2 da marca DS Intermediários de Crédito, e passo os dias a ajudar outras pessoas a darem esse mesmo salto que eu dei. Houve dúvidas pelo caminho, claro que houve, mas voltava a fazer tudo outra vez.

Todas as semanas vou partilhar contigo um pouco do meu dia a dia para que tu percebas que é possível, desde que queiras e estejas disposto a fazer acontecer.

Se quiseres acompanhar o meu dia ainda mais perto, criei uma comunidade gratuita no WhatsApp onde estas conversas acontecem mais de perto e vou partilhando coisas que não publico em mais lado nenhum.

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Fico contente por te ter deste lado! Volto na próxima semana, um beijinho,

Sílvia 🩷

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